quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Só de tempo e desempenho vive o atleta?



O prazer de cruzar a linha de chegada é inenarrável. Quem já teve essa experiência sabe do que estou falando. Sabendo disso, se imagine chegando e por dentro aquela alegria e... Não, você não está chegando. Isso aconteceu com o atleta queniano Abel Kiprop Mutai, medalhista olímpico nos 3.000 m com obstáculos de Londres-2012.

Agora se ponha no lugar do segundo colocado. No fundo você sabe que em hipótese nenhuma ao longo do que desenvolveu na prova, seria capaz de alcançar o primeiro lugar e de repente o vê parando, e meio que desistindo da prova. Sua chance de chegar ao lugar mais alto do pódio está ali, batendo a sua porta e... Não, você não vence a corrida. Isso aconteceu com o atleta espanhol Iván Fernández Anaya, 24 anos.

Ao ver Mutai cometer um engano, Anaya chamou sua atenção sobre a falha, e sem entender, o atleta do Quênia foi praticamente levado até a linha de chegada pelo espanhol. De acordo com Anaya "Ele (Mutai) era o vencedor com justiça, me impôs uma distância que eu já não podia superar se ele não errasse. Desde que vi que ele parou, eu sabia que não ia passá-lo", "Eu não merecia ganhá-lo. Fiz o que tinha que fazer". A atitude do atleta de 24 anos teve uma repercussão maior do que se tivesse “vencido” a prova, e mostrou que esse tipo de atitude (gentileza, honestidade) nunca é demais.

A questão que fica é “Só de tempo e desempenho vive o atleta”?